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	<title>Projeto Sonho.com &#187; bailarinas</title>
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	<description>Um blog de Amores &#38; Dissabores</description>
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		<title>A Bailarina</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 18:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arzobispo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sonho & Música]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bailarinas]]></category>
		<category><![CDATA[cecília]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A bailarina Cecília Meireles Aperte o play: . . Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá. Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><a href="http://projetosonho.com/setorx/wp-content/uploads/2011/01/fada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1320" title="fada" src="http://projetosonho.com/setorx/wp-content/uploads/2011/01/fada.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></h1>
<h1 style="text-align: center;">A bailarina</h1>
<p style="text-align: center;">Cecília Meireles</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Aperte o play:</p>
<p style="text-align: right;">.</p>
<p style="text-align: right;">.</p>
<p><em>Esta menina</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>tão pequenina</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>quer ser bailarina.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Não conhece nem dó nem ré</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>mas sabe ficar na ponta do pé.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Não conhece nem mi nem fá</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>mas inclina o corpo para cá e para lá.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Não conhece nem lá nem si,</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>mas fecha os olhos e sorri.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>e não fica tonta nem sai do lugar.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Põe no cabelo uma estrela e um véu</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>e diz que caiu do céu.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Esta menina</em></p>
<p><em>tão pequenina</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>quer ser bailarina.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Mas depois esquece todas as danças,</em></p>
<p><em>e também quer dormir como as outras crianças.</em></p>
<p><em><span style="color: #888888;"><span style="color: #ff0000;">Nota do Webmaster:</span> Aparece-me, beijo-te às noites, em cada um dos meus sonhos&#8230;</span></em></p>
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		<title>Cecília Meireles: um mito, parte I</title>
		<link>http://projetosonho.com/pensamentos/cecilia-meireles-um-mito-parte-i/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 17:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arzobispo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[bailarinas]]></category>
		<category><![CDATA[cecília]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Me escutas, Cecília? Mas eu te chamava em silêncio.Na tua presença, Palavras são brutas; Pode ser que, entreabertos Meus lábios, de leve, Tremessem por ti. Mas nem as sutis melodias Merecem, Cecília, teu nome Espalhar por aí. Cecília Meireles Balada das dez bailarinas do cassino Dez bailarinas deslizam por um chão de espelho. Têm corpos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-104" title="bailarinas" src="http://projetosonho.com/setorx/wp-content/uploads/2009/04/bailarinas.jpg" alt="bailarinas" width="450" height="527" /></p>
<p>Me escutas, Cecília? Mas eu te chamava em silêncio.Na tua presença, Palavras são brutas;<br />
Pode ser que, entreabertos Meus lábios, de leve, Tremessem por ti.<br />
Mas nem as sutis melodias<br />
Merecem, Cecília, teu nome<br />
Espalhar por aí.</p>
<blockquote>
<h5>Cecília Meireles</h5>
<p align="left"><strong><span style="font-size: x-small;">Balada das dez bailarinas do              cassino<br />
</span></strong></p>
<p align="left"><span style="font-size: x-small;">Dez bailarinas deslizam<br />
por um chão de espelho.<br />
Têm corpos egípcios com placas douradas,<br />
pálpebras azuis e dedos vermelhos.<br />
Levantam véus brancos, de ingênuos aromas,<br />
e dobram amarelos joelhos.</p>
<p>Andam as dez bailarinas<br />
sem voz, em redor das mesas.<br />
Há mãos sobre facas, dentes sobre flores<br />
e com os charutos toldam as luzes acesas.<br />
Entre a música e a dança escorre<br />
uma sedosa escada de vileza.</p>
<p>As dez bailarinas avançam<br />
como gafanhotos perdidos.<br />
Avançam, recuam, na sala compacta,<br />
empurrando olhares e arranhando o ruído.<br />
Tão nuas se sentem que já vão cobertas<br />
de imaginários, chorosos vestidos.</p>
<p>A dez bailarinas escondem<br />
nos cílios verdes as pupilas.<br />
Em seus quadris fosforescentes,<br />
passa uma faixa de morte tranqüila.<br />
Como quem leva para a terra um filho morto,<br />
levam seu próprio corpo, que baila e cintila.</p>
<p>Os homens gordos olham com um tédio enorme<br />
as dez bailarinas tão frias.<br />
Pobres serpentes sem luxúria,<br />
que são crianças, durante o dia.<br />
Dez anjos anêmicos, de axilas profundas,<br />
embalsamados de melancolia.</p>
<p>Vão perpassando como dez múmias,<br />
as bailarinas fatigadas.<br />
Ramo de nardos inclinando flores<br />
azuis, brancas, verdes, douradas.<br />
Dez mães chorariam, se vissem<br />
as bailarinas de mãos dadas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-small;">(in Mar Absoluto e outros poemas:              Retrato Natural. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1983.)</span></p></blockquote>
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