Política e Pneus
Chamado a baila das discussões políticas e incitado por minha amiga blogueira de mão e cabeça cheia do Siricutico, me sinto na responsabilidade de demostrar uma opinião acerca do que se vê no Brasil hoje.
Primeiramente quero dizer que os candidatos são bons… candidatos. A verdade é clara até aos mais incautos leitores, no Brasil a política é uma carreira, um meio de vida, uma manifestação de almejo para crianças que pensam em seu futuro.
Ocorre que política não deveria expressar esta faceta como correlata a suas atribuições. Mesmo porque cargo ou mandato eletivo não se traveste de emprego, mas de função temporária. Será que os Candidatos sabem disso?
Por vezes vejo a campanha e noto que o candidato que foi vereador agra quer ser governador, mas… como? Calma, sei que eles podem se candidatar e sei da necessidade de descompatibilização com antecedência dos cargos públicos exercidos, contudo, o que qualifica o vereador a ser prefeito? São atribuições de caráter bem diferente: um do legislativo, outro do executivo.
Nesta hora tenho a tristeza em relatar que a maior parte do povo brasileiro mal sabe o que o vereador faz – e não é arranjar remédio – e os que sabem não compreendem bem. E os deputados, e os senadores?
A elite intelectual do país é introduzida na política. Mas você pode estar se perguntando, ou me perguntando, ou perguntando para a tela do seu desktop ou notebook… E porque essa elite não se une para mudar o país ao invés de entrar no esquema, no jogo, na estrutura organizacional da política?
Porque elite é um termo técnico que se auto-explica, senão vejamos:
elite (e-li-te)
s. f.
O que há de melhor numa sociedade; o escol, a flor, a nata.
Sociologia Minoria mais culta ou mais forte, dominante no grupo.
Bem, continuando o nosso raciocínio ao nos deparar com o conceito dicionarizado de elite, a própria explicação nos remete a seleção, pequeno grupo, minoria… e BAZINGA! Está explicada a falta de interesse.
Um grupo de elite não pode mudar uma nação através do voto, pois não tem força expressiva em um país onde os votos não possuem valoração por pesamento, mas sim por cabeça. Deste modo a única maneira de chegar ao poder é se utilizar desta superioridade intelectual – sim, as pessoas não são iguais, acostume-se com isso - para deliberadamente ascender ao poder com a manipulação direta dos eleitores de massa.
Desta manipulação não se poderia esperar mais do que já temos. Uma política suja, com povo que desconhece a função do legislativo, mas vota feliz por um biscoito.
E ainda querem que a população seja à favor do desenvolvimento sustentável e da Reciclagem de Pneus.






Primeiramente, quanto a cara do blog, melhorou, deixou aquele aspecto androidiano, futurista, nele. Se bem que o futuro possui a mesma importância dos outros tempos. Agora está visualmente mais agradável. O conteúdo, idem. Parabéns!
Gostei do novo visual, ta mais claro e leve.
Quanto aos nossos políticos, eles são apenas Políticos.
Segundo Maquiavel, em O Principe; a falta de caráter, o dom de mentir, o consentimento da prática da violência e de crueldades para obter algo desejado, e tantas outras caracteristicas que já vimos ser realizadas pelos nossos políticos, fazem parte parte da profissão. E uma famosa, e conhecida, frase que é explica isso é: os fins justificam os meios. O Estado é o fim.
Não poderiamos esperar nada de diferente, infelizmente.
Cabe a nós decidir aquele “menos pior”.
Quanto ao povo isso não vai mudar, a menos que o voto passe a ser ou opcional. As pessoas, principalmente os mais jovens, não querem mais saber de política, jogaram “as cartas e os votos” para cima, achando que já não se muda mais nada. Esse é o povo brasileiro, quebrando o lema de que não desistimos nunca, lorota. Desde 1992, com impeachment de Collor, não conheço outra manisfestação juvenil de tamanho nacional como aquela. O que é lamentável.
Bom post, um abraço.
Olá Super Srtª Lucchesi, tudo bem?
Acho que o voto opcional piora as situações em um país em que as pessoas não respeitam o ato de escolher o seu dirigente. Maquiavel em sua obra maior demonstra como conquistar os principados e sem dúvida é uma referência aos políticos, contudo, a elite que sabe disso é mínima em força votante, se unindo muitas vezes aos políticos em troca de vantagens pessoais.
Pessoalmente acho o Impeachment uma piada de péssimo gosto da globo.
Jovens foram manipulados.
Em prol de uma boa causa a priori, mas com consequências para grupos interessados no andar de cima.
Beijos, continue passando por aqui.