Máquina Breve, uma Poesia de Cecilia Meireles

Arte Digital Deixe seu Recado! »

poesia

 

Cecília, a eterna, como faz falta no mundo…

Máquina breve

O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa.

Parecia uma esmeralda
e é um ponto negro na pedra.
Foi luz alada, pequena
estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.

(Cecília Meireles)

Tags [, ]

Leia Também:

Tags:
Designed by Projeto Sonho Wordpress Themes.
Images by Arzobispo.
 
O site Projeto Sonho tem como objetivo retratar o mundo na viso particular do seu autor, uma mente que trabalha a cada segundo.